INTOLERÂNCIA RELIGIOSA EM SALVADOR

INTOLERÂNCIA RELIGIOSA EM SALVADOR

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No dia 27 de Fevereiro de 2008 a cidade de Salvador foi palco de um crime religioso – a derrubada do terreiro Oyá Onipó Neto pela SUCOM (Superintendência de Controle e Ordenamento do Uso do Solo do Município). O local que funciona há 28 anos é comandado pela mãe-de-santo, Rosalice do Amor Divino, a Mãe Rosa.

A casa, que possui toda a documentação regular de funcionamento tem o IPTU, contas de água, luz e todos os tributos e impostos municipais em dias, mas mesmo assim, com a pressão e a falta de respeito dos vizinhos, foi feita uma denúncia de construção irregular.

Com o desrespeito à religiosidade caracterizada como crime, perante a Constituição Federal, uma parte do terreiro foi demolido, imagens sagradas foram destruídas e fundamentos religiosos ignorados em seu valor.

Imediatamente, movimentos contra a discriminação e racismo, comunidades e religiosos se manifestaram em total solidariedade à Mãe Rosa, com os fatos sendo repercutidos em todo país num ato de combate a discriminação.

Segundo o Jornal local A Tarde, o Prefeito de Salvador João Henrique pediu desculpas publicamente, “reiteramos em público nosso pedido de desculpas ao povo-de-santo pelo erro isolado cometido por funcionários da Sucom“, e assegura, “temos que deixar, de forma irreversível, a garantia de que não haverá novamente a demolição de terreiro na cidade de Salvador“, finaliza.

Essa vitória do Candomblé e de todos os movimentos negros e antidiscriminatórios representam a conquista de uma luta que vem sendo crescente e diária, a “Luta contra o Preconceito e Racismo no Brasil”.

Por Tatiana Gallan

~ por officina+ em Março 11, 2008.

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